Estivemos, literalmente de molho todos os três dias. Ah, ainda fizemos umas tentativas de ir à praia, mas perante algas enroladas nas pernas (abomino, ABOMINO!!) e pedregulhos em vez de areia*, acabávamos sempre nas piscinas do hotel completamente de molho.
O sítio em si já nós conhecíamos, tanto eu como o hôme já tinhamos por lá andado, embora em ocasiões diferentes e ainda antes de nos conhecermos: Maspalomas, Gran Canaria.
Mas desta vez foi completamente diferente: fomos para lá à ricos. Porque marcamos as férias antes de sabermos da gravidez, estas ficaram todas para o final do ano, precisamente para a altura em que eu ou andarei por aí sem ver os pés com uma barriga de meio metro, ou já estarei em perfeito estado de choque sem saber o que fazer com o Francisquinho nos braços.
De maneiras que conseguimos, a muito custo DOIS dias de férias para agora. Foi arrancado a ferros, houve choro e ranger de dentes, mas lá conseguimos. Para comemorar, decidimos estoirar o orçamento das férias todas e ficamos num hotel de cinco estrelas, no melhor que havia disponível. OK, não foi assiiiiim tão caro, mas doeu para pagar loll
A verdade é que nós somos uns pelintras, e sem contar com os hotéis de 5 estrelas dos países de terceiro mundo que visitamos, em que cinco estrelas equivale a duas estrelas e meio, nunca tínhamos ficado num cinco estrelas a sério, logo, nos tínhamos visto no meio de tamanho luxo
Pormenores de que não quero me esquecer:
- a sensação de sair do banho e me enrolar no roupão do hotel da melhor qualidade e sentar-me no sofá a ler;
- aquela coisa dos jacuzzis inseridos nas piscinas, tipo estamos a nadar muito bem e de repente começa o jacuzzi mesmo por baixo de nós a funcionar
;
- as pessoas super bem vestidas no restaurante do hotel – excepto nós! Se alguém perguntasse éramos excêntricos;
- a sensação de não ter nada, mas nada a dizer de negativo de todo o serviço e do hotel em si;
- ao pequeno almoço e ao jantar não havia nada que me apetecesse comer que não existisse lá, havia de tudo para todos os gostos;
- o facto de ter champanhe e caviar disponível ao pequeno almoço (estes ricos são doidos);
- o pessoal do hotel super simpático;
- o facto de sermos os únicos portugueses (perfeito!);
- a casa de banho do hotel tinha várias divisões lá dentro: uma para o duche (com hidromassagem), outra para a banheira (com sistema direccionado para banhos de imersão), outra com sanita e bidé, e a principal com os lavatórios.
- o quarto de vestir, tinha um quarto de vestir!!
- as piscinas imaculadas a qualquer hora do dia, impressionante, estavam sempre limpíssimas;
- o SPA com programa especial para grávidas, o que foi uma surpresa bem agradável. Por isso o hotel estava cheio de mulheres grávidas, se calhar até é famoso por isso e eu não sabia. Eu já estava a achar que estava paranóica ao ver tanta mulher barriguda à minha volta.
Pormenores de que quero me esquecer:
- a viagem da SATA para lá, pensei que aquilo era uma piada de mau gosto, o avião estava literalmente a cair aos bocados – ao banco do passageiro que ficou à minha frente não tinha um bocado das costas.
- a viagem da SATA para cá, para ajudar à festa viemos no meio de uma excursão de velhotas espanholas que adoravam cantar e não era bonito, não. Só quando começamos a fazer a aproximação à pista cá na Madeira é que perderam o pio…
- a mala que me escaqueiraram completamente, é que não serve para mais nada. Já cá canta uma requisição para levantar outra mala, mas eu gostava tanto daquela…
O hotel é este: Villa del Conde Resort & Thalasso. Não me arrependo de um único tostão que lá deixei e voltava a ir sem pensar duas vezes…
* Eu sei que até parece estranho para uma madeirense se queixar dos pedregulhos, mas nunca fui muito amiga de andar em cima de calhaus, que querem? E se fui para um destino de areia, no mínimo podia haver..areia. Mas vá, para não fazer má publicidade ao lugar, devo dizer que tivemos a pouca sorte de apanhar sempre a maré baixa, porque na maré alta ia-se perfeitamente nadar sem tocar numa pedrita que fosse.
