O sotão da macalila

Sempre quis ter um sotão empoeirado onde, de cada vez que eu lá fosse, encontrasse uma nova história para contar…

Fevereiro 1, 2009

Arquivado em: dramas, reflexões inúteis — macalila @ 4:04 pm

Eu não sei se a autora deste texto é a Indecisa, pois nada diz sobre quem escreveu. Mas é um belo texto, bastante verdadeiro.

Que me apanhou de surpresa por ser tão directo. Eu já estou do lado de lá, infelizmente. Regressei à ilha há 5 anos, nem estava nos planos ficar por cá. Mas fiquei.

E uns por distância, outros por desentendimento e ainda alguns por arrasto…perdi quase todos os meus amigos da faculdade.

Nem gosto de falar nisto, tal o desgosto e a desilusão. Promessas, amizades fortes, e tudo o que passamos e tal. Foram a minha família, sabem coisas de mim que mais ninguém sabe, chegávamos a passar todas as horas do dia juntas. E o meu desgosto ao ver os dias a passar sem notícias, passou-se um aniversário, passou-se um Natal, um novo ano. E eu percebi que elas me tinham apagado da vida delas – e agora quem não lhes consegue perdoar sou eu.

 

É hoje… Janeiro 29, 2009

Arquivado em: dramas — macalila @ 10:51 am

BujaRabuja

Fui deixá-la na clínica agora mesmo. Ficou combinado ir buscá-la a partir das 18h30…eu sei que é apenas uma esterilização, mas para quem já chorou baba e ranho por uma gata e por uma cadela*, custa imenso deixá-la lá naquela gaiola horrorosa…

*que se tivesse sido esterilizada não tinha tido a doença que a levou

 

It’s a sad day Janeiro 15, 2009

Arquivado em: dramas — macalila @ 6:54 pm

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Porque eu tenho tendência a esquecer depressa as coisas más que me fazem e volto a cair na mesma, aqui fica o registo:

- Mas o que é que andas aqui a fazer?? Anda, vai-te embora!!

Hoje foi um dia muito triste para mim :-( Uma pessoa da família com quem eu tinha uma espécie de pacto de não agressão, magoou-me profundamente.

Estou pronta para perdoar, mas preciso de um pedido de desculpas ou algo que mostre que ele se importa.

P.S. Tenho a certeza que em poucos dias fica tudo bem, mas preciso urgentemente de parar de perdoar quando o esforço é só da minha parte.

 

Houve um louco… Junho 22, 2008

Arquivado em: dramas — macalila @ 11:35 pm

Houve um louco que trespassou a minha garagem, incluindo porta exterior e porta interior e de lá rapinou o meu velho citroen BX 1600 a gasolina.

Bêbado

Quase que tenho pena do larápio.

Imagino que não tenha ido longe. Mas com o interesse que a polícia demonstrou em procurar um veículo com quase 20 anos, eu mesma acho que não vou longe neste assunto…

 

Closure… Maio 25, 2008

Arquivado em: dramas — macalila @ 12:56 am

Então há dias, assim, do nada, a C. escreveu-me um e-mail.

Que queria resolver as coisas. Que tinha saudades minhas.hgf

Já a J. me tinha ligado em Novembro, mas não fui capaz de atender. Não estava em condições de lidar com a situação. Ainda.

Voltando à C.. Não fosse um pequeno pormenor no e-mail, ia direitinho para o lixo. Parecia um daqueles e-mails de virus, como se fosse de uma amiga que não vimos há muito. E de tanto que a gente se habitua a ignorar essas coisas, que até se esquece que um dia, it might just be true.

Fez quinta feira uma semana. Respondi-lhe que estava com muito trabalho, mas que depois lhe escrevia um e-mail em condições. E que estava feliz por receber notícias dela – e era verdade. Tudo verdade, que estava com muito trabalho e que estava feliz de “a ver”.

Levei quatro dias a digerir a situação. Quatro dias a evitar o momento em que tinha de voltar ao passado e reviver dolorosamente tudo o que tinha acontecido e que tinha levado à ruptura de uma amizade maior que 10 anos de vida.

Tinha-me custado muito aprender a viver sem elas. E eu, que era aquela que não telefonava, não aparecia, era a mais desligada. Não me orgulho disso, muito pelo contrário.

Mas estar sem elas de repente foi atroz. Eramos 3, e a C. ainda tinha a J. e vice-versa. Eu é que fiquei sozinha.

Não se apagam assim 10 anos de vida em conjunto, elas estavam e estão completamente impregnadas na minha memória. Mas como se passaram quase 3 anos desde a última vez que falei com elas, aprendi mais ou menos a não sofrer tanto com isso.

O que foi mau agora – na hora de voltar a encarar o problema. Mas lá para segunda feira de manhã, senti-me com coragem e durante mais de duas horas escrevi-lhe tudo o que pensava.

Que tinha ficado magoada por elas me terem abandonado quando eu mais precisava. Que fiquei de rastos por ver a leviandade com que a minha casa e o meu carro foram tratados por elas, quando era tudo o que eu tinha e emprestei com todas as boas intenções. Que fiquei triste quando finalmente, apos 1001 histórias contadas, apresentei a C. ao A. e ela se comportou como uma pessoa oca e fútil, e até hoje, o A. não reconhece na C. a pessoa que eu tantas vezes descrevi.

Mas não lhe disse que todos os que conheciam a C. a acharam diferente, insípida e fútil. Que não parecia sincera em quase nada, que parecia uma sombra que ficava a observar ao longe. Que incomodava. A minha amiga C.!!! A pessoa mais doce que conhecia! A mais amiga! A mais sincera!

Terminei dizendo que estava bem, feliz, que por aqui, estava tudo igual a antes. O mesmo marido, a mesma casa,o mesmo carro. Estou no mesmo lugar.

Mas já não sou a mesma pessoa. Que mais não seja, perdeu-se a intimidade.

De qualquer forma, acho que a C. estava à espera que eu deixasse passar sem uma conversa sincera. Sem lhe dizer tudo o que penso. Que fosse ficar simplesmente agradecida por ela ter “dado o braço a torcer”. E fico. E reconheço que foi um passo imporatante e sem dúvida bastante difícil.

Mas se é possível voltarmos a ser as amigas que eramos, preciso de deitar isto para a rua primeiro. Lavar muito bem lavadinha a alma, para poder recebê-la de braços abertos sem reservas.

Ou então…nada. Pois já faz quase uma semana e ela não respondeu.

 

Triste. Janeiro 23, 2008

Arquivado em: dramas — macalila @ 11:13 pm

Mesmo triste. Nem sequer me apetece falar do assunto.

Mas em contrapartida levei com um monitor na testa.

Sim, foi um desses dias…

 

O meu amigo pródigo Janeiro 15, 2008

Arquivado em: dramas — macalila @ 9:44 am

Alguém se lembra da história do filho pródigo? Pois, eu ontem senti-a na pele, mas na minha versão, com um amigo.
Ontem reencontrei um amigo perdido há anos!! Mas perdido em muitos sentidos, pois além de estar há uns 8 anos sem saber dele, pensava que ele já nem era meu amigo. Mas é!!!
É uma daquelas histórias, dois amigos, um rapaz e uma rapariga, amigos do peito, manos de verdade, inseparáveis durante anos a fio. Eu mana gorda, ele mano gordo. Fomos para a universidade em cidades diferentes, ainda escrevemos umas cartas (sim, porque embora custe a acreditar nem sempre houve Internet), mas o que é certo é que nas férias sempre nos encontravamos.
Depois de algum tempo sem notícias, vim a saber que ele namorava com uma madeirense a estudar na minha terra. Feliz da vida, escrevi-lhe ou telefonei-lhe, já não sei mais, e cada tentativa de contacto era mais frustante que a outra. Depois vim a saber (não sei se era verdade ou não) que a moça, embora sem eu a conhecer – até hoje não sei bem quem é – não ia à bola comigo, por razões que me ultrapassam.
Senti o meu amigo dividido, e na dúvida, ficou ao lado da rapariga, o que é mais que normal.
Aceitei estas coisas, mas tinha uma tristeza enorme quando amigos me diziam que o P. tinha estado em Braga no fim de semana e apercebia-me que ele não me tinha ligado.

Um dia, encontrei-o na Madeira. Decidida a não perder o meu amigo, fui ter com ele, toda feliz, abracei-o e senti logo uma frieza que não conhecia nele. Vi nos olhos dele uma mágoa imensa, uma coisa atroz, lembro-me que senti um calafrio. Disfarçando, pedi-lhe o número de telemóvel “Temos de combinar um café!!” e ele, de telemóvel na mão, respondeu-me..”Não tenho”.
Nunca mais me esqueci disso. Durante anos e anos há sempre uma altura em que me lembro dele, desse episódio e penso no que é que terá levado uma amizade tão forte a um momento daqueles.
Não fiquei com mágoa, não fiquei com raiva da tal rapariga que pelos vistos está na origem disto. E isto não é normal, sendo eu um Escorpião puro, é fácil desenvolver inimizades por dá-cá-aquela-palha…apenas fiquei com saudades. Saudades das conversas, saudades de ter um amigo a quem se pode contar tudo sem vergonha, saudades do P.
Porque eu acho que cada amigo temo seu lugar, o seu papel. E o lugar do P. esteve sempre vazio, nunca mais houve um como ele. Tive e tenho amigas, amigos, cada um tem um lugar na minha vida, mas se eu perco algum deles, sei que nunca mais encontro igual.

Pois na sexta feira passada, estava eu a passear no Hi5, aquela praga maraivilhosa, que me faz perder tanto tempo só a navegar de pessoa para pessoa (olha este, hiiiiiii…e aquele afinal casou com esta…caramba) e que alimenta o meu lado bisbilhioteiro de uma forma bastante eficiente.
Através de uma amiga em comum, encontreio perfil do meu amigo perdido. Primeiro gelei, depois não resisti: deixei-lhe uma mensagem. A medo, claro. Mas tinha de lhe dar sinal!!

No sábado ele escreveu-me, contente de ter notícias minhas, escrevi-lhe de volta, e agora estamos a pôr a conversa em dia através de e-mails, pois ele está a trabalhar em Cabo Verde.
Quem sabe um dia destes não nos encontramos?
Para já estou muito feliz de ele estar feliz lol, ando contente, com um sorriso de ponta a ponta, tudo isto porque recuperei um amigo!