O sotão da macalila

Sempre quis ter um sotão empoeirado onde, de cada vez que eu lá fosse, encontrasse uma nova história para contar…

O teste da Diabetes Julho 14, 2009

Arquivado em: Baby, aventuras — macalila @ 9:06 pm

Fui ontem fazê-lo. Que violência! O médico mandou-me fazer logo o teste completo, ou seja 12 horas de jejum (que foram mais devido ao tempo de espera no laboratório), depois colheita de sangue e beber garrafinha de líquido estupidamente doce, aguardar uma hora, fazer nova colheita de sangue, aguardar uma hora, fazer nova colheita de sangue, aguardar uma hora e fazer uma última colheita de sangue.

Ao todo foram 16 horas de jejum com 4 colheitas de sangue, por isso digo que foi violento. Passei bem, o homê foi comigo nã fosse eu cair para o lado em algum momento, mas felizmente não foi preciso.

Agora resta aguardar os resultados, espero que sejam bons! Se não forem, paciência, teremos que lidar com isso.

 

Quando fiz a primeira colheita de sangue eram 9h20. Disse-me a técnica: “agora volte cá às 10h20”. E eu feliz e contente, entendi que podia ir dar uma volta, lá foi ao café com o meu marido, mais por ele do que por mim, já que eu não podia ingerir rigorosamente nada. E não passaram sequer 5 minutos quando o meu telemóvel tocou:

“O Sô Dona Macalila, onde é que está?”

“Ah e tal, estou aqui num café próximo”

“Mas não podia sair, tem que ficar sentada, nem sequer deve andar! Venha já para cá mas venha devagar e com calma, tente não se esforçar”

 

E eu, que estava perfeitamente bem disposta até aí, assim que desliguei o telefone comecei imediatamente a sentir tonturas e como se fosse perder os sentidos, que só passaram quando cheguei o laboratório. Conclusão: É impressionante o poder da sugestão!

 

Sobre a gravidez Junho 15, 2009

Arquivado em: Baby — macalila @ 6:00 pm

Cá vamos andando. Com 19 semanas e dois dias a barriga já dá sinais :-) Mas como nunca gostei de usar roupa muito apertada, ainda uso praticamente toda a roupa que usava antes, e por isso não se nota nada para quem não sabe. A minha mãe só se notou a barriga aos 5 meses e eu creio que vou pelo mesmo caminho.

Felizmente tenho passado tão bem, mas tão bem, que só tenho noção do que está a acontecer quando vou ao médico uma vez por mês e vejo-o na ecografia e ouço o coraçãozinho.

 

Ops, mentira…! No dia em que fiz 17 semanas, estava sentada no sofá a ler blogues e senti. Uma coceguinha por debaixo da pele, no lado direito da barriga, era ele! Nem queria acreditar. Nesse dia tive um jantar de família e toca a perguntar a todas as mamãs se seria mesmo..lol E agora de vez em quando sinto aquela formiguinha a mudar de posição :p

 

Na última consulta trouxe a requisição para fazer o rastreio bioquímico. Tanto o médico como a funcionária do laboratório me disseram que só se houvesse algum problema é que ligavam mais cedo. Caso contrário, ao fim de uma semana estavam prontas. Fui fazer a análise na sexta, e na terça ao fim da tarde recebi o temido telefonema. Fiquei de rastos, mas mesmo de rastos. Como não tive nenhum problema de espécie alguma, já estava a ficar mal acostumada, e não estava mesmo nada à espera de ter que lidar com a decisão de fazer ou não uma amniocentese.

Liguei logo para o consultório do médico, se conseguisse lá chegar em 15m ainda o apanhava. Pego no carro, voo até ao laboratório para levantar as análises. E, quase literalmente, bato com a cara na porta.

Fiquei danada: então ligam-me e dizem-me o seguinte: “Tem de vir buscar as análises e mostrá-las com urgência ao Dr.” e depois fecham as portas e vão para casa na boa.

O pior é que no dia seguinte era quarta feira – o único dia da semana que o médico não dá consultas. Podia ter-lhe ligado, ele pôs-me à vontade para isso, mas custa-me TANTO incomodar as pessoas no seu dia de folga, pois sei o quanto eu própria não gosto.

Então não fui buscar as análises no dia seguinte para não ficar a macacar com aquilo, pois já me conheço, mas ainda assim passei o dia terrivelmente angustiada.

Só me vinha à cabeça as palavras da minha tia “moderna” que logo que soube que eu estava grávida disse-me que eu tinha de insistir para fazer a amniocentese, que toda a gente devia fazer mesmo que não tivesse risco – e eu a pensar que não, não quero colocar em risco o meu bebé, e depois para quê?! Se o resultado fosse positivo eu ia fazer o quê? Depois de o ter sentido a mexer, depois de o ver todo formadinho na minha barriga. Ainda hoje não sei o que iríamos decidir…só espero NUNCA ter de tomar uma decisão dessas.

No dia seguinte, 8 da manhã, estava eu à porta do laboratório para levantar as análises e claro, tive de reclamar do facto de me terem ligado mesmo antes de fechar, perguntei qual a necessidade de alarmar uma pessoa se não se pode resolver nada depois? Umas reclamaram comigo, outras compreenderam. Vá, não foi mau.

Vou para o consultório, pois o médico dá consultas desde as 8 da manhã, para o encontrar apinhado de gente. Uma hora depois consegui que ele me visse as análises…e exclama ele:

 

“- Mas isto está bem! Mas ligaram-lhe porquê? Não havia necessidade, está tudo bem!”

E de facto, quando para a minha idade a probabilidade de ter um filho com Trissomia 21 é de 1:450, a minha é de 1:10.000.

 

Fiquei aliviadíssima, prometi a mim mesma que nunca mais ia deixar-me ficar assim angustiada, que isto faz-me mal, a mim e ao bebé!

(Ainda pensei em ir reclamar mais ainda ao laboratório, mas estava tão contente que nem quis saber de mais stresses!)

 

13 semanas… Abril 29, 2009

Arquivado em: Baby — macalila @ 9:39 am

Não tenho enjoos, mudanças de humor, retenção de líquidos, desejos disto ou daquilo, o cabelo assim ou assado…ou outros sintomas típicos da gravidez.

Mas rai’s parta o sono que sinto desde que acordo até me deitar, durma as horas que dormir!

cao_sono

É que ando aqui pareço uma zombie.

Qualquer canto serve para me enroscar.

Já cheguei ao ponto de deitar a cabeça na secretária e passar pelas brasas…

Ah…e vai ser um rapaz :-)

(Já ouviram falar de alguém que às doze semanas saiba o sexo do bebé? Este deve ser um descarado, é o que é!)

 

No news is good news Abril 1, 2009

Arquivado em: Baby, trabalhar faz calos — macalila @ 11:41 am

Exactamente um mês depois, venho cá quase de raspão, confirmar aos meus estimados leitores que sim, estou efectivamente grávida. Já tenho uma fotografia do piolho ou piolha, e já lhe ouvi o coraçãozinho. Portanto sim, é real e está mesmo a acontecer. Ainda faltam 4 semanas para passar a fase de maior risco, mas estou confiante que vai correr tudo bem.

Apenas estou afogada em trabalho, como qualquer contabilista que se preze nesta altura do ano, por isso o meu desaparecimento. Aliás, hoje, são 11h36, estou cá desde as 8h30 e ainda não consegui chegar ao fim da pilha de coisas que tinha aqui na secretária, que mais não fosse para lhes dar destino. Ontem não vim trabalhar, pois a enxaqueca deixou-me de molho. Resultado, ainda mais trabalho. Acabei agora de responder aos mails todos, e vai chegar a hora do almoço e eu ainda nem vou ter noção do que tenho para fazer…

E então o que fiz? Vim ao meu blogzinho que coitadito reclama atenção e eu desnaturada nem me lembro dele :-)

 

Ora cá vai disto Março 1, 2009

Arquivado em: Baby — macalila @ 12:57 pm

Depois de uma longa ausência por falta daquele bem de primeira necessidade ao qual carinhosamente abreviamos de net…não sei se estou de volta, mas…

É assim: Quer dizer, por onde começo? Ora bem, o melhor vai se dizer de uma vez: é bem possível que eu esteja grávida.

O meu período, que nunca me falhou um dia que fosse, desapareceu do mapa há uma semana. No mês passado, andamos a deixar estas coisas nas mãos do destino loll não vou dizer que estavamos a tentar,mas vá, estamos a ver no que dava. E entre outros sintomas que não vou aqui dizer, estou quase certa que vem aí bebé. Só falta fazer o teste.

Agora o que tem é que estou bastante nervosa, se por um lado quero estar grávida e eventualmente isso irá acontecer, por outro tenho medo. Não digo do parto, mas da responsabilidade, dos riscos de saúde (tenho peso a mais), enfim, tudo me ocorre.

Agora que já desabafei um bocadinho, seja o que Deus quiser.