Sou tão viciada em séries que para aproveitar cada minutinho do meu tempo livre, que cada vez é menos, vejo-as no meu Ipod.
Tenho a certeza que se não tivesse esta possibilidade não conseguia acompanhar tantas
Sou tão viciada em séries que para aproveitar cada minutinho do meu tempo livre, que cada vez é menos, vejo-as no meu Ipod.
Tenho a certeza que se não tivesse esta possibilidade não conseguia acompanhar tantas
Há quase dois anos, saí da loja toda feliz agarrada ao meu HTC Touch Dual, igualzinho a este:
Seguiu-se uma temporada de verdadeira honeymoon, onde saltitando de contente sincronizava o telemóvel com o Outlook do trabalho e em instantes tinha comigo todo o meu plano de trabalho, tarefas, e-mails e contactos. Em qualquer lugar passei a ter comigo tudo o que precisava para trabalhar.
Mas não era só trabalho, nos tempos livres tinha tempo de ver os vídeos e piadas que me enviavam por e-mail que se iam acumulando no Outlook, tinha música no telemóvel, ou seja, com aquele pequeno aparelho as secas nas Repartições, Conservatórias, Bancos, Médicos, etc, tinham acabado, tinha sempre entretenimento!
Mas estava-se mesmo a ver: eu cada vez mais dependente daquilo tinha que acabar mal. Um dia deu um erro de sincronização completamente novo…e foi o princípio do fim. De todos os contactos, e-mails, tarefas, compromissos, vídeos, ficheiros, havia um, UM apenas que estava a dar erro. Era preciso descobrir qual, sincronizando os itens UM A UM. E sim, a minha dependência era tanta que na primeira vez eu fiz isso (pensei que ia enlouquecer no processo).
Na segunda vez que aconteceu já só sincronizei os contactos, e tem-se mantido assim até hoje. Ainda assim, de vez em quando tenho que passar os contactos um a um porque o telemóvel lá se lembra de embirrar com um deles.
Acontece que sempre que vou de férias tenho um sistema. Nunca levo o HTC comigo – nem nada de valor pois gosto de estar à vontade sem medos de ser assaltada. Então levo o meu antigo telemóvel, um Nokia 6630:
Neste telemóvel apenas tenho na agenda os números de telefone da família chegada, então se eu não conhecer o número não atendo, normalmente é trabalho. É um bom sistema para mim: não ando preocupada com roubos e não sei quem me telefona (e só assim para me desligar completamente do trabalho).
E foi assim que fiz desta vez. A diferença é que já passaram cinco dias e eu ainda não fiz a troca, continuo a andar com o Nokia, e tenho arrepios só de pensar em voltar ao HTC. A única coisa que me vai obrigar, eventualmente, a voltar ao HTC é a falta dos Contactos. Que não há pachorra agora para os inserir um a um…
Vou pensar a sério em vender o HTC a algum papalvo*…alguém se habilita?
* como se eu alguma vez conseguisse enganar alguém. Bah…
Estivemos, literalmente de molho todos os três dias. Ah, ainda fizemos umas tentativas de ir à praia, mas perante algas enroladas nas pernas (abomino, ABOMINO!!) e pedregulhos em vez de areia*, acabávamos sempre nas piscinas do hotel completamente de molho.
O sítio em si já nós conhecíamos, tanto eu como o hôme já tinhamos por lá andado, embora em ocasiões diferentes e ainda antes de nos conhecermos: Maspalomas, Gran Canaria.
Mas desta vez foi completamente diferente: fomos para lá à ricos. Porque marcamos as férias antes de sabermos da gravidez, estas ficaram todas para o final do ano, precisamente para a altura em que eu ou andarei por aí sem ver os pés com uma barriga de meio metro, ou já estarei em perfeito estado de choque sem saber o que fazer com o Francisquinho nos braços.
De maneiras que conseguimos, a muito custo DOIS dias de férias para agora. Foi arrancado a ferros, houve choro e ranger de dentes, mas lá conseguimos. Para comemorar, decidimos estoirar o orçamento das férias todas e ficamos num hotel de cinco estrelas, no melhor que havia disponível. OK, não foi assiiiiim tão caro, mas doeu para pagar loll
A verdade é que nós somos uns pelintras, e sem contar com os hotéis de 5 estrelas dos países de terceiro mundo que visitamos, em que cinco estrelas equivale a duas estrelas e meio, nunca tínhamos ficado num cinco estrelas a sério, logo, nos tínhamos visto no meio de tamanho luxo
Pormenores de que não quero me esquecer:
- a sensação de sair do banho e me enrolar no roupão do hotel da melhor qualidade e sentar-me no sofá a ler;
- aquela coisa dos jacuzzis inseridos nas piscinas, tipo estamos a nadar muito bem e de repente começa o jacuzzi mesmo por baixo de nós a funcionar
;
- as pessoas super bem vestidas no restaurante do hotel – excepto nós! Se alguém perguntasse éramos excêntricos;
- a sensação de não ter nada, mas nada a dizer de negativo de todo o serviço e do hotel em si;
- ao pequeno almoço e ao jantar não havia nada que me apetecesse comer que não existisse lá, havia de tudo para todos os gostos;
- o facto de ter champanhe e caviar disponível ao pequeno almoço (estes ricos são doidos);
- o pessoal do hotel super simpático;
- o facto de sermos os únicos portugueses (perfeito!);
- a casa de banho do hotel tinha várias divisões lá dentro: uma para o duche (com hidromassagem), outra para a banheira (com sistema direccionado para banhos de imersão), outra com sanita e bidé, e a principal com os lavatórios.
- o quarto de vestir, tinha um quarto de vestir!!
- as piscinas imaculadas a qualquer hora do dia, impressionante, estavam sempre limpíssimas;
- o SPA com programa especial para grávidas, o que foi uma surpresa bem agradável. Por isso o hotel estava cheio de mulheres grávidas, se calhar até é famoso por isso e eu não sabia. Eu já estava a achar que estava paranóica ao ver tanta mulher barriguda à minha volta.
Pormenores de que quero me esquecer:
- a viagem da SATA para lá, pensei que aquilo era uma piada de mau gosto, o avião estava literalmente a cair aos bocados – ao banco do passageiro que ficou à minha frente não tinha um bocado das costas.
- a viagem da SATA para cá, para ajudar à festa viemos no meio de uma excursão de velhotas espanholas que adoravam cantar e não era bonito, não. Só quando começamos a fazer a aproximação à pista cá na Madeira é que perderam o pio…
- a mala que me escaqueiraram completamente, é que não serve para mais nada. Já cá canta uma requisição para levantar outra mala, mas eu gostava tanto daquela…
O hotel é este: Villa del Conde Resort & Thalasso. Não me arrependo de um único tostão que lá deixei e voltava a ir sem pensar duas vezes…
* Eu sei que até parece estranho para uma madeirense se queixar dos pedregulhos, mas nunca fui muito amiga de andar em cima de calhaus, que querem? E se fui para um destino de areia, no mínimo podia haver..areia. Mas vá, para não fazer má publicidade ao lugar, devo dizer que tivemos a pouca sorte de apanhar sempre a maré baixa, porque na maré alta ia-se perfeitamente nadar sem tocar numa pedrita que fosse.
…pra conquistar o muuundo…
(já ninguém se lembra desta novela, pois não?)
Pois, mas cheguei…e agora tenho de trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar…a ver se o quanto antes arranjo um bocadinho para contar tudo como foi
Acabei de ouvir uma senhora doutorada em Direito a dizer repetidamente:
onorosa
(em vez de onerosa)
Cá vamos andando. Com 19 semanas e dois dias a barriga já dá sinais
Mas como nunca gostei de usar roupa muito apertada, ainda uso praticamente toda a roupa que usava antes, e por isso não se nota nada para quem não sabe. A minha mãe só se notou a barriga aos 5 meses e eu creio que vou pelo mesmo caminho.
Felizmente tenho passado tão bem, mas tão bem, que só tenho noção do que está a acontecer quando vou ao médico uma vez por mês e vejo-o na ecografia e ouço o coraçãozinho.
Ops, mentira…! No dia em que fiz 17 semanas, estava sentada no sofá a ler blogues e senti. Uma coceguinha por debaixo da pele, no lado direito da barriga, era ele! Nem queria acreditar. Nesse dia tive um jantar de família e toca a perguntar a todas as mamãs se seria mesmo..lol E agora de vez em quando sinto aquela formiguinha a mudar de posição :p
Na última consulta trouxe a requisição para fazer o rastreio bioquímico. Tanto o médico como a funcionária do laboratório me disseram que só se houvesse algum problema é que ligavam mais cedo. Caso contrário, ao fim de uma semana estavam prontas. Fui fazer a análise na sexta, e na terça ao fim da tarde recebi o temido telefonema. Fiquei de rastos, mas mesmo de rastos. Como não tive nenhum problema de espécie alguma, já estava a ficar mal acostumada, e não estava mesmo nada à espera de ter que lidar com a decisão de fazer ou não uma amniocentese.
Liguei logo para o consultório do médico, se conseguisse lá chegar em 15m ainda o apanhava. Pego no carro, voo até ao laboratório para levantar as análises. E, quase literalmente, bato com a cara na porta.
Fiquei danada: então ligam-me e dizem-me o seguinte: “Tem de vir buscar as análises e mostrá-las com urgência ao Dr.” e depois fecham as portas e vão para casa na boa.
O pior é que no dia seguinte era quarta feira – o único dia da semana que o médico não dá consultas. Podia ter-lhe ligado, ele pôs-me à vontade para isso, mas custa-me TANTO incomodar as pessoas no seu dia de folga, pois sei o quanto eu própria não gosto.
Então não fui buscar as análises no dia seguinte para não ficar a macacar com aquilo, pois já me conheço, mas ainda assim passei o dia terrivelmente angustiada.
Só me vinha à cabeça as palavras da minha tia “moderna” que logo que soube que eu estava grávida disse-me que eu tinha de insistir para fazer a amniocentese, que toda a gente devia fazer mesmo que não tivesse risco – e eu a pensar que não, não quero colocar em risco o meu bebé, e depois para quê?! Se o resultado fosse positivo eu ia fazer o quê? Depois de o ter sentido a mexer, depois de o ver todo formadinho na minha barriga. Ainda hoje não sei o que iríamos decidir…só espero NUNCA ter de tomar uma decisão dessas.
No dia seguinte, 8 da manhã, estava eu à porta do laboratório para levantar as análises e claro, tive de reclamar do facto de me terem ligado mesmo antes de fechar, perguntei qual a necessidade de alarmar uma pessoa se não se pode resolver nada depois? Umas reclamaram comigo, outras compreenderam. Vá, não foi mau.
Vou para o consultório, pois o médico dá consultas desde as 8 da manhã, para o encontrar apinhado de gente. Uma hora depois consegui que ele me visse as análises…e exclama ele:
“- Mas isto está bem! Mas ligaram-lhe porquê? Não havia necessidade, está tudo bem!”
E de facto, quando para a minha idade a probabilidade de ter um filho com Trissomia 21 é de 1:450, a minha é de 1:10.000.
Fiquei aliviadíssima, prometi a mim mesma que nunca mais ia deixar-me ficar assim angustiada, que isto faz-me mal, a mim e ao bebé!
(Ainda pensei em ir reclamar mais ainda ao laboratório, mas estava tão contente que nem quis saber de mais stresses!)
Não é que estivesse completamente sem computador: a verdade é que tinha até dois computadores que podia usar: o desktop que o marido artilhou para mim e o computador do escritório. Mas quando estou no escritório gosto de aproveitar para trabalhar…e quanto ao computador de casa….ora bem, quem se habituou a um portátil que se usa em qualquer lado, no sofá, na cozinha, no quarto…é do caraças para se habituar a um Desktop, parece que me sinto presa!
Mas a verdade é que o meu portátil, com apenas quatro anos, entrou em falência absoluta. Foi devagarinho, primeiro o DVD deixou de funcionar, depois as portas USB, depois o teclado. Finalmente deixou de reconhecer uma das partições.
E ainda assim, o que fazia eu nestas condições? Pus o meu Google Reader em dia, escrever não podia, mas li tudo!
E finalmente decidi libertar-me do passado e oferecer-me um portátil novo. Baratinho, mas com tudo o que é preciso
E como estou maravilhada! Pois que a máquina nova tem…wait for it!…leitor de impressões digitais!
Ou seja, no ecrã de login da macalila, em vez de escrever a password, posso passar o meu lindo dedinho pelo leitor e voila!
E mais: é mais rápido do que qualquer computador que eu já tenha tido, pelo menos enquanto eu não o encher de porcarias…hehe.
E corre o SIMS 3, isso é que está mal, que será de mim com mais esta facilidade?
Cá está ele:
É que ainda por cima o gajo é bonito!
Depois de estar sem computador durante o que me pareceu uma eternidade, estou de volta!
(Mas agora tenho que ir buscar um amigo ao aeroporto. Volto já!)